Aquário Autociclante.

Aquário autociclante -Esquema Sunshine
aquário montado há mais de 3 anos(em janeiro de 2005), com substrato Sunshine, sem filtros, sem bombas, sem CO2 e nenhuma sifonagem, e nem TPAs, nem adição produtos nutritivos para plantas, com apenas reposição da água evaporada, e a limpeza de vidros e rochas é realizada por caracóis planorbis e otocinclus, e em parte tambem por camarões fantasma.
Depois de 37 meses, e várias infestações grandes de Lemna sp. que produziu muito sombreamento, as Glossos não resistiram e acabei plantando para testes um nova sagittaria (ainda não colocada no site PA 141), para formar o carpete, as Rotalas Vietnã e Mexicana tambem não resistiram ao sombreamento, e abaixo esta a foto feita em 22-02-2008 provando que o substrato SUNSHINE resiste por muito tempo. Detalhe: na foto a lampada da direita está queimada.Mas notem que o cascalho, rochas, troncos e vidros continuam limpinhos mesmo sem nunca ter sido sifonado ou feita limpeza de vidros, e se prestarem a atenção, como fotografei depois de escurecer e já havia ficado por algum tempo no escuro, a turminha da limpeza minuciosa (caracóis) já estava em ação nos vidros.
Ver outros autociclantes aqui e aqui e nessa nossa ultima montagem(abaixo) na qual desmistificamos a Hemianthus callitricoides como planta exigente em CO2, pois ela vai até melhor quando usada sem a injeção do gás, e em pH alcalino (no caso ph=8.4), e ao contrario também do que pensavamos quem sentiu mais a falta de CO2 foi a Glossostigma que definha a cada dia que passa
dicas e comentários
Partindo da premissa que um aquário deve proporcionar um efeito relaxante, iniciei as pesquisas para chegar a isso, pois pelos comentários que lia nos fóruns, onde para se ter um aquário plantado, seria necessário ficar controlando todos os parâmetros da água, fazer trocas parciais a cada poucos dias de intervalo, sifonagens dos resíduos, filtros cada vez mais potentes, e dentro destes uma infinidade de opções de materias para remover substâncias nocivas que se formavam, mas que não produzir correntes de água internas para não remover o CO2 contido na água, e injeção de CO2 a tantas bolhas por minuto...enfim eram tantos os fatores variáveis que se teria que monitorar que de relaxante não tinha nada, ou melhor era mais uma fonte de stress em nossa vida já bastante estressada.
E hoje depois de mais de 8 anos de testes, posso afirmar com toda convicção que é possivel se manter um aquário, sem nenhuma interferência metódica, ou seja basicamente o aquário se mantem por si só, requerendo apenas alguma alimentação ( apenas o necessário) suplementar, reposição da água evaporada, e de vez em quando uma relaxante jardinagem.
O ponto mais importante do "Esquema SUNSHINE" é a paciência. E explico: precisamos ter paciência para que o tempo possa agir para fazer todo esquema funcionar no início, para que depois se mantenha por muitos anos, afinal esse sistema tem como fundamento o equilibrio biológico do sistema.
Neste sistema, praticamente nada é retirado ou colocado do aquário(exceto alimento à fauna, e agua de reposição) pois tudo é reciclado biologicamente e reaproveitado. Necessita literalmente apenas de água,um substrato rico (mas é opcional) uma base de material grosseiro(cascalho), plantas de variados tipos, uma fauna diversificada (*) e iluminação
A montagem não tem nada de especial, pois fizemos testes com e sem substrato, mas um detalhe parece ser fundamental, que é a granulometria do cascalho usado, que deve ser entre 3 a 6 mm de diâmetro médio, sendo que o formato não parece influir muito, mas os de forma prismáticas (granito quebrado com arestas) parece ser o ideal, pois facilita que os residuos entrem no interstício dele, favorecendo a ação das bactérias que se formam ai, elas são a peça chave do inicio do equilibrio, mas trabalham ai no escurinho, metabolizando todos resíduos entram pelas frestas. Transformam a amônia(NH4) em nitrito (NO2) e este em nitrato (NO3) que é a forma menos tóxica e melhor assimilável pelas plantas, que o utilizam para o crescimento e assim baixando sempre os niveis deles, e dispensando assim 2 inconvenientes: a sifonagem e a filtragem. Só que não funciona prontamente porque as bactérias precisam de um tempo para se multiplicar, na medida necessária à biologia do aquário, ou seja tudo tem que entrar em equilibrio.
O uso ou não de substrato fértil, vai influir na escolha de plantas mais ou menos exigentes, e para quem quiser usar apenas cascalho aqui tem a lista das possíveis plantas que podem ser utilizadas.
Nos nossos testes utilizamos o Substrato SUNSHINE, que produzimos aqui mesmo, aproveitando residuos de tanques que mantemos sob as árvores da reserva biológica, e pelo acúmulo de materiais orgânicos digeridos em anaerobiose por vários anos, e junto com a argila que está presente no fundo deles, e adicionado de alguns itens para corrigir possiveis faltas ou excessos, acaba dando um excelente nutriente que funciona por muitos anos ( já temos aquarios montados há mais de 3 anos, vide fotos acima)
No início dos testes até usei uma bomba submersa para que movimentasse a água, e pela absorção continua da água acabasse aspirando também os residuos, mas sua ação teoricamente seria apenas local próximo a área sob a torre que a sustentava, e não explicava o porque de todo cascalho e vidros ficavam sem residuos aparentes, até que descobri por exclusão, que o motivo da limpeza nos vidros e do cascalho, era decorrente da ação de um ser que incomoda 90% dos aquaristas - os caracóis - sim, eles é que faziam a faxina mais detalhada de tudo, e suas excretas por serem soltas e pesadas acabam entrando no meio do cascalho, fazendo com que tudo fique limpinho.
(clique para ver foto ampliada dos caracois)
Meus preferidos são os planorbis(Biomphalaria sp.), pois dificilmente atacam as plantas, e também porque se começam a proliferar em demasia podem ser esmagados e fornecido aos peixes ali mesmo, pois eles são muito apetecíveis aos peixes.Tem a concha em espiral e achatada lateralmente. Excepcionalmente ele pode atacar as Cabombas, mas geralmente por falta de algas
Também podem ser urtilizados os Pomacea bridgesii(caracol dourado) e girinos de certas pererecas que inclusive tem um desempenho melhor que os planorbis por se alimentarem também das algas mais duras, que tem uma proteção de silica, mas na limpeza de vidros , rochas, e cascalho, nada como os planorbis.
Acima foto de vidro com algas e com a limpeza de vidros feita por Pomacea bridgesii, veja como fica com muitas estrias, mas para as algas duras, ele supera os Planorbis (Biomphalaria sp.)
Abaixo a foto da limpeza dos vidros feita por Planorbis, sem nenhum sinal de algas (as manchas que aparecem são da propria bandeja branca, usada para salientar o aspecto do vidro)
Os outros embora tambem tenham função de faxina, já costumam atacar brotos novos das plantas, como os Physa, e as Ampularias sendo que destas as Pomacea lineata (escura) é uma ávida consumidiora de plantas, parente daPomacea bridgesii (dourada) que dificilmente ataca as plantas (excepcionalmente em caso de falta de algas pode atacar folhinhas tenras de plantas com folhas miudas)
Os Melanoides tuberculata passam o dia enterrados, e é originário da Ásia, é uma espécie promissora para o controle biológico de Biomphalaria , hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni, portanto não deve ser usado quando se pretende manter os nossos caracois domesticos que se provenientes de criações idoneas não contem o problema da Schistossomose, pois eles são parasitados quando vivem em ambientes que recebem esgotos domesticos, contendo fezes de humanos infectados.
(*) Fauna ideal sugerida para o sistema, tendo em vista que o pH geralmente fica alcalino:
a)peixes algueiros: Platis, Molinésias, Espadas, Otocinclus (os mais eficientes entre os peixes), Coridoras e até Cascudos(mas estes por seu nado meio estabanado e por crescerem, eu não aconselharia) e outros como os comedores de algas importados(Algae eaters) mas que tem como inconveniente o fato de serem territorialistas, e acabam se tornando agressivos.
b) camarões fantasma: estes camarões são transparentes, e possuem pinças minúsculas, que ficam o tempo todo catando alimentos caidos, algas, e depois de acostumados, são um dos primeiros a aparecer na hora da alimentação, ou quando se mexe com a água.
c) outros peixes como paulistinhas, tanictis(muito parecidos aos neons), lebistes, barbos (escolher os que não atacam plantas , uma outra dica sempre que colocar barbos sumatras - famosos por serem agressivos, coloque pelo menos 6 deles porque em cardume não importunam outros peixes), e muitos outros.
d) caracóis faxineiros: principalmente os planorbis(fazem limpeza perfeita em todas superficies), ou Pomacea bridgesii(não é muito caprichoso na limpeza, mas comem algas duras que outros algueiros não gostam, mas tambem podem atacar musgos e plantas miudinhas).
Comentários sobre a evolução da montagem
A escolha do uso ou não do substrato, é que vai limitar a escolha das plantas.
Para os sem substrato (apenas cascalho), não há muitas alternativas para a escolha de plantas (veja a lista aqui) para formação de carpetes baixos (a Riccia seria possivel mas já haverá necessidade de injeção de CO2, para que ela fique mais bonita, mas ela pode viver bem sem o CO2, mas demora muito mais para se desenvolver).
Usando substrato verificamos que o uso de substratos de fertilidade não muito rica em Nitrogenio, diminue em muito o tempo de MATURAÇÂO até que se chegue ao equilibrio biológico. Em nosso teste usamos um substrato (camada de 3 cm) que estamos desenvolvendo (Substrato SUNSHINE), e já está em fase de ajustes nos microelementos mas que funcionou muito bem em todos os testes e para 99% das plantas usadas no aquarismo plantado, e temos aquários plantados há muito tempo, e que não mostraram nenhum indicio de deficiência, mesmo sem o uso de laterita e CO2.Sobre ele, uma camada de 4 a 5 cm de cascalho de granulometria entre 3 a 6 mm.
Praticamente em todas as montagens, com maior ou menor intensidade aparecem algas, mas não são motivo de preocupação(mas muito menos que nas montagens feitas om humus tratado). Deve-se ir retirando manualmente os excessos, para evitar que sufoquem as plantas. O cascalho costuma no inicio ficar escurecido, cheio de residuos, ou cobertos por uma superficie escura. Parece que a coisa vai por água abaixo, mas ai entra a PACIÊNCiA. Vá retirando os excessos, se preciso coloque mais caracóis, ou peixes algueiros, alimente pouco os peixes obrigando a consumirem mais algas, e também, evitando que excedentes de ração resultem em substâncias estimulantes ao aparecimento de algas. Você pode ter sorte e nunca aparecerem algas, desde o começo, e embora mesmo sem o equilibrio ficar bonito logo, ou pode passar de 2 a 6 meses, vendo um aquário horrivel (dá uma vontade de desmontar e recomeçar do zero), mas de repente as coisas começam a entrar nos eixos.
Vejam como exemplo o aquário abaixo
montado em 16-11-05 sem substrato, e sem laterita
em 21-01-06 com 2 meses, e com uma cobertura escura no cascalho, e aparência horrivel
em 22-06-06 com 7 meses, reparem o cascalho nas fotos, e como não foi usado substrato, aqui não apareceram algas, e na foto abaixo um detalhe da limpeza do cascalho que nunca foi sifonado, e aparecendo um dos faxineiros - o planorbis.
Quanto ao uso ou não de CO2, fica a critério de cada um, mas quando se injeta CO2 as plantas crescem bem mais rápido, e exigem uma manutenção de podas mais frequente. Ele serve também para acertar o pH para outro tipo de fauna compativel com pH ácido, como discos, neons, etc., e que também permitem a utilização desses peixes citados acima mas desde que se faça a adaptação deles de maneira lenta ao pH mais baixo.E alguns caracóis podem ter a concha erodida pela ação da água ácida, podendo até mesmo acabar ficando "sem teto" por dissolução da concha...neste caso não foi utilizado.
ATUALIZANDO DADOS - 25-12-2009 -(4 anos e 1 mês de montado) esse aquario conta com uma enorme moita de Cryptocoryne(da qual já foram retiradas 5 mudas grandes para venda), e já permite pela deposição de material residual que acabou formando um substrato natural (que se tivesse filtro não seria possivel, pois tudo seria filtrado e retirado do aquario ) que está até permitindo o desenvolvimento de plantas mais exigentes como Lilaeopsis que a despeito da falta de luminosidade está se desenvolvendo a partir de alguma muda que caiu no aquario
Abaixo foto em 25-12-2009, e notem que vidros e cascalho estão limpos, embora a imagem tenha imperfeições por reflexo de caixas de bettas que estavam na fente do aquario, e por ser à noite os caracois j´[a estavam a postos trabalhando

NOVA MONTAGEM
FOTO FEITA AOS 79 DIAS
Este aquário ainda está sem peixes, e estou testando para ver se apenas a microfauna (composta de muitos seres, por exemplo, Alona sp, microtubifex, hydras, Ancylus sp. e muitos outros ainda não identificados) seria suficiente para manter o equilibrio do sistema.
A flora é composta de carpete de Hemianthus callitricoides(à esquerda) Glossostigma elatinoides (centro), uma pedrinha plantada de Fissidens zolingerii (centro ao lado da rocha) e carpetes na parte do meio para posterior deEleocharis minima (esquerda) e Lilaeopsis brasiliensis (centro) e um parte mais alta no canto direito com Didiplis diandra, e Ludwigia muellertii e Limnophila hippuroides. Ao fundo uma cortina de Rotala rotundifolia.E ao centro umaMarsilea quadrifolia que está migrando, alias é bom que se diga que esta planta deve ser contida, para que não possa "reptar" mudando de localização.
O substrato usado é o Sunshine (produzido aqui) e tem se mostrado bastante satisfatório em todas as montagens apesar de mantermos o ph em torno de 8,2, que teoricamente dificultaria a assimilação de ferro pelas plantas.
Por enquanto, este aquário desde o primeiro dia tem se mostrado bem estável, sem problemas de algas, com as plantas se desenvolvendo muito bem apesar de não ter sido usado o CO2.
Hemianthus callitricoides também é um teste, pois está plantada em pedaço de fibra de folha de coqueiro, e incrivelmente está forrando todo espaço disponivel e já migra para fora deste, assim como a glosso que está querendo entrar.E a noite, depois de apagada as luzes, parece que a maior parte da microfauna está nesta area da Hemianthus, notem para efeito de localização a seta apontando a rocha obstruida pela imagem da nuvens de sêres microscópicos na área da HC, que se levantam do substrato após o desligar da iluminação.
E o mais incrível é que esses minúsculos sêres é que estão promovendo o equilíbrio deste aquário ainda sem peixes.
Mas no final das contas eles acabaram se proliferando demasiadamente e acabaram atacando as plantas menores, as maiores acabaram por falta de manutenção, produzindo sombra na pequenas o que ajudou na degradação delas.Por este motivo aconselhamos a quem adquirir carpetes com substrato proceder a lavagem com jatos de água do substrato das raizes se quiser mais detalhes veja aqui
CONTINUAÇÂO dos AQUARIOS depois de algum tempo
Com o intuito de exemplificar com fotos abaixo estão as fotos de alguns aquarios que deixamos por anos em teste e foram fotografados para mostrar com se comportam atualmente, mas não reparem no layout (por sinal bastante sofrivel, pois alem de não terem manutenção esse aquarios fornecem plantas para venda,quando isso se faz necessario), e sim no estado nutricional das plantas(que não recebem CO2 e nem fertilizações externas) e na limpeza do cascalho, que nunca recebeu sifonagem e tambem não conta com nenhuma filtragem, e nem limpezas de vidros.
Foto antiga em janeiro de 2005
Foto atual em 23-03-2010 , quase 63 meses depois de montado, mas 2 dias antes da foto foram retiradas para venda as Limnophilas aquaticas mais bonitas

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Outro aquario sem substrato apenas cascalho, sem filtro, sem CO2 e sem sifonagens...montado em 20-10-2005 com essa foto em 20-06-2006
e abaixo essa em 25-12-2009

e finalmente em 23-03-2010
notem como mesmo sem suplementação com fertilizantes, e nem CO2 as plantas continuam crescendo e observem como a moita de Cryptocoryne a esquerda se desenvolveu...e dela já foram retiradas muitas mudas para venda, e embora as foto não esteja boa para notar o cascalho continua branquinho, e também o vidro continua limpo

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E abaixo um aquario montado em 2001 sem substrato, mas neste ainda usava uma bomba submersa (sem FBF) e que por sinal ainda está em funcionamento (10 anos), nesta epoca eu ainda acreditava que para um autociclante dar certo precisava de algo que movimentasse a agua...mas a partir dai construi um novo setor onde coloquei nopvos aquarios para testes e por absoluta falta de tempo nunca instalei as bombas, e o tempo foi passando e tudo corria bem e ai foi que descobri que nem da bomba para movimentar a água se precisava
Notem como há marcas de evaporação da agua durante todos esses anos (praticamente 1 década) e a água no dia da foto estava baixa...e assim fotografamos novamente com mais agua em 29-03-2010. Mas as manchas do vidro continuam lá
Mas notem a limpeza do cascalho, o que vem a confirmar que cascalho com 3 a 5 mm de diametro dispensam sifonagens, e favorecem a reciclagem dos nutrientes no sistema, economizando o tempo gasto em sifonagens e tambem o que seria gasto em suplementação com fertilizantes.

Peço desculpas pelas fotos mas geralmente fotografo quando preciso passar alguma informação a algum cliente e com isso não há tempo para fcar maquiando o aquario para que fique bonitinho, pois a intenção é sempre a de passar imagens reais.





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Plantas aquáticas apenas com Cascalho.

PLANTAS que podem ser usadas em aquários com apenas cascalho.

















DEFINIÇÕES PRELIMINARES

As plantas utilizadas em aquários são essencialmente aquáticas ou hidrófilas (plantas que tem afinidade pela água ), estas últimas geralmente são cultivadas em emersão, pois se desenvolvem melhor assim, e com uma vantagem de que ao serem introduzidas rapidamente vão se transformando estruturalmente para viver no novo ambiente em total imersão, sem nenhum prejuízo para elas, e a maior transformação é a perda de uma cutícula que a protege em estado emerso, e isso também facilita que ela realize depois a absorção dos nutrientes pelas folhas, e não apenas pelas raízes como na forma emersa. Portanto é bem mais fácil imergir uma planta do que emergir.
Outra vantagem de adquirir plantas na forma emersa é que há muitíssimo menos probabilidade de se enviar junto com elas, as indesejáveis algas.
Como desvantagem, é que as plantas em emersão, não tem as formas e cores que todos procuram logo no primeiro instante, mas eu até acho instrutivo, pois assim se fica entendendo um pouco da enorme plasticidade que essas plantas possuem, e algumas mudam tanto o formato de suas folhas que ficam irreconhecíveis.

As essencialmente aquáticas, são as melhores e menos problemáticas para se manter em um aquário sem substrato, mas existem algumas exceções que tornam algumas dessas aquáticas bem exigentes.

Antes de mais nada gostaria de alertar, que a ausência de substrato está longe de ser o ideal para as plantas, mas não torna impossível mantê-las por tempo indeterminado, pois depois de colocadas no "sistema" elas acabam ficando dependentes de fatores como,:
-liberação de excretas de peixes,caracóis, e outros organismos aquáticos.
- decomposição de matéria orgânica proveniente de folhas que perdem sua função e morrem.
-sobras de alimentos, ou mesmo substancias que acabam caindo ou se diluindo na água.

Na relação abaixo, colocaremos depois dos nomes uma sigla que informa detalhes mais especificos de cada planta.


PLANTAS QUE ABSORVEM NUTRIENTES PELAS FOLHAS

Dispensam o uso de cascalho ou substrato, pois assimilam nutrientes diretamente pelos tecidos foliares, algumas inclusive nem possuem raízes, ou se as possuírem servem mais para fixação.

Ceratophyllum demersum
Chara sp.
Egeria sp
Elodea densa
Hydrilla verticilata
Lagarosiphon madagascariensis
Lagarosiphon sp
Musgos em geral (ver relação abaixo)
Nitella flexilis, Nitella sp
Riccia fluitans, Riccia stenophyla
Utricularia gibba

MUSGOS

Ecthropotecium leptochaeton - musgo nativo que cresce para cima - tipo Erect moss
Fontinalis antipirética
Fissidens zollingeri (musgo que se parece com micro samambaia)
Rhyncostegium riparoides 
Vesicularia dubyana
Vesicularia vesicularis - musgo nativo

OUTRAS PLANTAS

Alternanthera reineckii rosaefolia Altern. reineckii lilacina
Aponogeton crispus , Aponogeton undulatus (*)
Anubia barteri nana
Anubia afzelli
Cabomba caroliniana
Ceratopteris cornuta
Cryptocorynes em geral
Heteranthera zosterifolia (*)
Hemianthus micrantemoides (*)
Hydrilla verticillata
Hygrophilas - todas
Limnophila aquatica
Limnophila sessiliflora
Lysimachia nummularia (*)
Microsorum -todas
Myriophylum sp Myriophyllum matogrossense (*)
Najas conferta
Najas indica
Nymphaea sp. purpura (*)
Nymphaea sp rubra (*)
Nymphoides aquatica, Nymphoides cristata (*)
Potamogeton sp.
Riccia fluitans (#)
Riccia stenophyla (#)
Rotala repens(*)
Sagittarias (todas) (*)
Sagittarias que podem ser usadas como carpetes = Sagittaria natans , Sagittaria subulata subulata e Sagittaria subulata pusilla Sagittaria sp Bras
Spathyphillum sp. Pequeno
Syngonium podophyllium
Utricularias - todas
Vallisnerias - todas

As sem o asterisco se dão muito bem.

(*) plantas testadas por vários meses, mas dependem muito da população (fauna) existente, que quanto maior, mais dejetos produzem, e estes serão desdobrados pelas bactérias que se desenvolvem no interior do cascalho (Nitrossomas e Nitrobacter) em nitratos altamente absorvíveis pelas plantas que o utilizam para crescer .Para aumentar a eficácia, devemos utilizar cascalhos mais grossos(0,3 a 0,8 cm de diâmetro), que facilitam a entrada desses dejetos entre as pedras, e inclusive dispensam as sifonagens do fundo.
Algumas delas apresentaram com o passar do tempo alguma atrofia, decorrente da falta de nutrientes.
A adição de CO2 também pode ajudar no desenvolvimento das plantas.

Plantas usadas em troncos.

(#) plantas que dependem muito da adição de CO2 e luz, para que fiquem luxuriantes.

Obs. Por não terem nutrientes a disposição elas se mantêm vivas, mas raramente se propagam como em um aquário com substrato, e praticamente não emitem mudas laterais devido a isso devemos plantar já de uma forma meio definitiva, usando mais mudas para que dêem o efeito desejado, e que será praticamente o definitivo.
Aquários plantados neste sistema podem a ter com o tempo a descalcificação biogênica que ocorre quando a população de plantas fica muito alem da capacidade da água fornecer dióxido de carbono (CO2) e por isso quanto maior a reserva alcalina da água utilizada, menos chances de isto ocorrer, e como sintomas disso, alem do aumento do pH, aparece sobre as folhas uma crosta mineralizada, e endurecida como uma casquinha. Para minimizar os efeitos o uso de CO2 é indicado, ou mesmo colocando pequenas quantidades de calcário calcitico ou dolomitico, em saquinho furado dentro do aquário, escondidos em algum cantinho.

CARPETES POSSÍVEIS (mas de preferência usando bastante iluminação, porque são plantas que só se manterão bem baixas e compactas sob iluminação forte)
Riccias (mas ficam bem com CO2)

Heteranthera zosterifolia se mnantida com poda baixa também é possivel de ser usada como carpete
Hygrophilas em geral podem ser usadas, desde que se mantenha sob podas baixas(em especial a H. polysperma)

Sagittarias de pequeno ou médio porte( Sagittaria natans , Sagittaria subulata subulata e Sagittaria subulata pusilla, Sagittaria sp Bras)
E pretendo testar mais algumas plantas.

COMENTÁRIOS FINAIS

Embora este método não seja o ideal, por poder entrar em colapso a qualquer momento, mas sei também que muitas pessoas, com estes dados em mãos podem se iniciar nos plantados, conviverem com eles por até longo tempo e assim "tomarem gosto" por eles, sem ter que dispor de grande capital, e com o tempo podem ir aperfeiçoando suas técnicas e investindo em equipamentos mais sofisticados, e até quem sabe descobrir novas técnicas para um plantado, e um aquário simples assim sirva pelo menos de semente, para novos adeptos.

ALGUMAS SUGESTÕES DE USO PARA AS PLANTAS

Uma duvida que surge quando se vai montar um plantado e não se conhece o comportamento das plantas é:

"quais plantas utilizar no fundo, ou no meio, ou mesmo se é possivel formar carpetes"

Para dar uma mãozinha agrupamos as plantas por caracteristicas de suas folhas

Plantas para meio e fundo

são as podas mais altas ou mais baixas que determinarão a altura que se desja manter para as plantas pois todas citadas podem ser podadas em qualquer altura

-- de folhas grandes - Hygrophila corymbosa , Hygrophila sp. "salicifolia?" , Hygrophila sp. "purpura"

--de folhas repicadas e que formam tufos - Hygrophila difformis , Limnophila aquatica, Limnophila sessiliflora , Myriophyllum sp. , Cabomba caroliniana


--folhas grandes e avermelhadas ou roseas- Alternanthera reineckii "lilacina" , Hygrophila polysperma "SUNSET"


--folhas amendoadas ou arredondadas mas de tamanho médio a pequeno - Hygrophila polysperma , Hygrophila polysperma "Ceylon"

e até folhas miudinhas e repicadas em tufos estreitos -Myriophyllum matogrossense , Lagarosiphon madagascariensis ,

ou folhas alongadas e finas - Najas indica , Potamogeton sp. , Potamogeton sp., Hydrilla verticilatta , Egeria sp.

E ainda há a possibilidade de se usar qualquer das Vallisnerias e Sagittarias no fundo, mas estas não ficam bonitas quando podadas, pois na parte cortada fica a cicatriz que acaba ficando escura (suas folhas devem ser arrancadas desde a base), e aconselhamos quando for usar Vallisnerias ou Sagittarias fazer uma contenção com filme plástico para evitar que seus runners acabem invadindo todo aquario, e produzindo mudas em áreas fora das pré-determinadas

Plantas que não crescem para usar no meio

e pode-se até tentar formar carpetes com elas, mas por falta de nutrientes geralmente não lançam mudas ao lado da planta inicial e por isso devem ser plantadas mais mudas de inicio já fechando os espaços ou mesmo de forma isolada formando destaques centrais ou laterais.As menores

Sagittaria subulata subulata , Sagittaria subulata pusilla , Sagittaria natans

e as maiores usadas mais como destaque Sagittaria sp.

Sagittaria sp. Bras - esta se assemelha muito a Blyxa, e é muitissimo mais facil de cultivar.

Fonte: http://www.plantasdeaquario.com



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Aquário Plantado Para Iniciantes

BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE PLANTADOS























Para se fazer um plantado necessitamos de:
1-aquário
2- material de fundo
3- água
4- iluminação
5- plantas
6- fauna
7- outros acessórios opcionais

E abaixo discutimos cada item separadamente

1-AQUÁRIO
Existem no mercado vários tamanhos disponíveis de aquários, e geralmente alguns aquaristas pensam logo em montar algo grande, mas existem certas limitações técnicas que se seguidas desde a escolha do aquário já evitariam problemas de adequação.
Se a intenção for utilizar lâmpadas tubulares ou compactas normais, e formar carpetes de plantas baixas, a altura ideal seria de no máximo 50 cm , embora a medida ideal seria em torno dos 45 cm de altura de coluna de água, porque essa é a profundidade que a iluminação normal consegue atingir, porque a coluna de água funciona como um filtro que quanto mais profundo menos energia luminosa chega até as plantas, e com isso a planta para poder absorver mais os raios luminosos acaba aumentando os espaços entre os nós da planta, deixando-as de aspecto ralo e o crescimento fica espigado ao invés de formar um carpete rasteiro e compacto.
Mais alto que isso, teríamos que utilizar as lâmpadas tipo HQI que tem maior penetração (mais caras), ou usar plantas de porte maior na montagem dos carpetes (tipo sagittarias, echinodorus anãs, etc) para compensar a grande profundidade.

2- MATERIAL DE FUNDO
A titulo de explicação vamos definir a nomenclatura usada para cada material, pois é comum existir uma certa confusão quando os iniciantes tentam se expressar em conversas.


Material inerte- é o material utilizado no fundo e como não tem praticamente nada de nutriente por em geral ser um material inócuo ou seja não deve interferir nem na água e nem fornecer nutrientes. A cor deste material vai depender do contraste pretendido
na montagem, principalmente nas áreas que vão ficar desnudas de plantas. Serve para a fixação das raízes das plantas
É nesta camada que vão se estabelecer as bactérias nitrificantes.
Existem várias possibilidades de material que podem compor esta camada:


a)Areia fina - é uma areia bem fininha, mas deve ser usada apenas em áreas em que não se pretende plantar, e não muito extensas, porque pelo pequeno diâmetro acabam com o tempo ficando muito compactadas, dificultando a entrada ou progressão das raízes e outro problema que pode aparecer depois se usadas em partes com nível mais baixo é que acabarão tendo muito acumulo de resíduos, pela impossibilidade destes penetrarem nos interstício dos grãos.


b)Areia grossa - é a areia de construção, usada para fazer massas de cimento. Tem os mesmos inconvenientes da anterior.


c)Cascalho - tem a granulometria maior que 2 mm e até 5 mm e favorece a entrada dos resíduos, e evita assim que se tenha que sifonar e esses resíduos acabam servindo de alimento para as bactérias, que os convertem em outros produtos menos tóxicos e de mais fácil assimilação pelas plantas.As vezes, se utiliza o termo "areia peneirada" como sinomimo de cascalho fino e ele é resultante dos residuos que sobram ao se peneirar a areia grossa de construção, ou seja a parte mais grossa = pedrinhas.
Quanto a forma dos grãos é sempre preferível os de aspecto mais irregular, porque deixam maiores espaços entre si, favorecendo a penetração dos resíduos e das raízes.

Material rico em nutrientes - essa porção que vai colocada abaixo do material inerte, é geralmente rica em nutrientes para as plantas. E existem varias opções:


a) Substrato pronto (geralmente importado) é um produto que tem todos os nutrientes de que a planta necessita para o crescimento, mas a formulação varia de acordo com cada fornecedor.
Alguns vem na forma úmida, outros vem secos, como o SUNSHINE que produzimos, mas todos via de regra dispensam a adição da laterita, porque já contem ferro.


b) Húmus de minhoca tratado é o húmus que é submetido a um processamento que consiste em fervura, e uma serie de lavagens para retirar a maior parte da matéria orgânica. Mas por não ter ferro necessita da adição de laterita complementar.

c) outros materiais -existe ainda a possibilidade de se utilizar terras ricas, terras vegetais, argila, e muitos outros mas pela falta de padronização e multiplicidade de problemas que podem ocorrer com estes materiais não vamos nos ater a eles

3 - ÁGUA
Este item também merece algumas explicações, porque são motivo de dúvida constante.
Tenho notado, que a maioria das pessoas procuram utilizar água de mina ou poços artesianos, para evitar utilizar água tratada com produtos químicos, ou para evitar o aparecimento de algas, mas há um detalhe de que esse tipo de água por sair direto do solo sem um contato prévio com a atmosfera, e se provenientes de solos que tenham riqueza em algumas substancias podem estar carregadas delas em uma forma e assim que expostas a ação da atmosfera, reajam produzindo outras que mudam muito rapidamente a sua constituição.
Exemplo disso é a minha região, onde a água tem alta reserva alcalina, mas a despeito disso sai com um pH bastante acido do solo, mas depois de expostas ao ar, seu pH rapidamente em questão de pouco tempo sobe para patamares extremamente alcalinos, e essa mudança rápida acaba matando peixes e até plantas. Para quem utiliza este tipo de água é muito importante deixá-la em descanso por alguns dias(5 a 10 dias) antes de ser utilizada, para que a reação se complete e a água volte a uma estabilidade.
As vezes a água da torneira, que já é estabilizada no tratamento, (desde que inativemos o cloro presente) pode até ser usada sem a necessidade de um descanso prévio.
Portanto o melhor sempre antes de optar por essa ou aquela fonte de água tentar perguntar a pessoas com mais experiência na região, ou agir com cautela, para evitar possíveis sacrifícios dos habitantes de nossos aquários.
E antes de optar pelos peixes devemos estabelecer no estudo do futuro aquário qual o pH que pretendemos manter, porque para 99% das plantas o pH não é limitante, pois crescem bem em alcalinidade ou acidez, mas os peixes sofrem mais em pH inadequado. O uso do CO2, por exemplo, teoricamente acidifica a água se usado em doses grandes, mas pode ser usado em doses menores e deixar um pH ainda alcalino...embora isso varie com a composição da água utilizada.

4- ILUMINAÇÃO
A planta para crescer precisa de luz. Algumas são mais exigentes que outras, mas todos precisam dela para realizar a fotossíntese.
É comum pessoas que me procuram alegarem que as plantas do aquário acabam melando e apodrecendo, mas quando perguntadas sobre a iluminação, ouço a resposta ..."mas precisa?"
Plantas são seres vivos que tem a capacidade de transformar substancias inorgânicas em orgânicas usando como energia a LUZ. Por isso elas foram tão importante para o aparecimento e desenvolvimento das outras espécies que se utilizaram das plantas como fonte de nutrientes.
Não vou entrar na polemica de quantos watts/l ou quantos lumens são necessários mas tenha como conceito que luz nunca é demais, e acredito que se alguém utilizar de algum critério econômico para dosar a iluminação de seu aquário ele não está ainda pronto a entrar neste mundo fascinante dos plantados.
Alguns dizem que luz demais, ou de menos, causam o aparecimento de algas....errado...o que pode ocasionar isso são variações bruscas em qualquer parâmetro...por ex.uma troca de uma lâmpada cansada e fraca por outra nova e logicamente mais potente. A propria planta nos mostra quando a iluminação está deficiente, pois ela se mostra espigada e com espaços entre os nós do caule aumentados em comprimento....por outro lado se a iluminação estiver correta esses espaços ficam bem reduzidos e a planta tem uma aspecto compacto.


5- PLANTAS
Existe uma enorme variedade delas, e 99% delas são muito pouco exigentes em situações rígidas de manutenção, e destas uma boa parte nem é exigente em nutrientes podendo tranquilamente se desenvolver utilizando apenas poucas doses desses nutrientes que encontra na própria água, e algumas se desenvolvem sem ao menos precisar utilizar de raízes nesta tarefa, pois utilizam a absorção foliar.
Cabe a quem vai executar a montagem optar por plantas que aceitem as condições que vão ser usadas. Aqui recomendo a leitura deste tópico PLANTAS SEM SUBSTRATO onde citamos as plantas menos exigentes.As plantas cultivadas pela SUNSHINE são todas compatíveis aos diferentes valores de pH, com raríssimas excessões de algumas que não gostam de pH acido.

6- FAUNA
É o termo usado para a porção que abrange os vertebrados (peixes e crustáceos) e os invertebrados (caracóis, e outros organismos que não são vistos a olho nu, mas que ajudam tanto na alimentação quanto na biologia do sistema (zooplancton))
Precisamos antes de escolher que tipo de peixes vamos colocar, definir como serão mantidos os parâmetros da água ou seja usar peixes adequados ao pH, dH, temperatura, etc, que pretendemos deixar futuramente no aquário.
Eu, prefiro manter um pH mais alcalino em meus aquários, porque posso utilizar peixes de tendência algueira, como platys, espadas, molinésias, e invertebrados como os caracóis, que ajudam em muito a manutenção da limpeza de todos cantinhos do aquário me poupando o trabalho de limpeza.
Nestes aquários por não haver uso de CO2 as plantas crescem mais devagar, mas em compensação diminuem as atividades de jardinagem.
Os caracóis fazem uma faxina criteriosa de tudo, e até o cascalho fica rigorosamente limpo, e pelo cascalho ser de granulometria maior os resíduos acabam entrando pelos espaços entre as pedrinhas e ali as bactérias os transformam em novas substancias aproveitáveis como nutrientes pelas plantas e menos tóxicas que eram originalmente para os peixes ou invertebrados. Se agirmos sempre de modo gradativo em nossas ações com um aquário o sistema todo encontra o equilibrio com bastante rapidez, ou seja, em outras palavras devemos sempre fazer introduções ou mudanças no conjunto de maneira gradual, porque mudanças bruscas podem afetar o equilibrio do sistema todo e gerar problemas.

Por anos venho testando um sistema que se mantenha sozinho, sem o auxilio de bombas, filtros, TPAs, sifonagens, ou adubações extras por meio de produtos comerciais, ou seja é um sistema onde se evita retirar ao máximo quaisquer detrito, folha morta, (excessão feita a morte de algum peixe principalmente se for de porte maior, pois o sistema talvez não conseguisse processar tamanha quantidade de materia organica, antes que ela interferisse em todo ambiente), pois todos residuos acabariam servindo de nutriente para os prorpios habitante do aquario..para saber mais leia Aquarios autociclantes SUNSHINE



7- OUTROS ACESSÓRIOS OPCIONAIS

Podemos usar como opcionais outros acessórios como:
a) bombas
b) filtros
c) CO2
d) difusores de CO2
e) squimers
Mas não são materiais necessários e podem ser perfeitamente dispensáveis, pois o aquário se desenvolve muito bem sem eles, gerando uma grande economia na montagem, e acredito que por este fato proporcionar mais chance de que novatos possam tentar um inicio sem muito investimento... e para ter uma idéia de como é possível leia Aquario autociclante
Só gostaríamos de lembrar que usando um sistema de filtragem(se tiver a parte que filtra residuos) fatalmente estaríamos retirando sempre material existente no meio, e isso mesmo que ocorra aos poucos na somatória representa uma perda de substancias que poderiam ser recicladas, e reutilizadas, e que se excluídas mais cedo ou mais tarde terão que ser recolocadas sob a forma de produtos industrializados, que em geral custam caro, mas o maior perigo é que quando adicionados podem mudar completamente a biologia do aquário, e daí surgirem problemas como morte das bactérias ou mesmo o aparecimento de algas.Já um sistema de filtragem que não retenha os residuos e que apenas propicie o desenvolvimento de bacterias aerobicas pode ser de grande utilidade.A filtragem que contem cerâmicas ou materiais porosos pode ajudar a manter a água equilibrada por propiciar ambiente para a bactérias aeróbicas, que são também bastante benéficas no equilibrio biológico.
Em nossas pesquisas iniciais apesar de não usarmos filtragem, mantivemos as bombas pensando que seriam necessárias para a movimentação e uniformização da água, mas num passo seguinte as retiramos também nas montagens posteriores e nada mudou no andamento do equilíbrio, ou seja o sistema funcionou perfeitamente bem, e continua após mais de 4 anos de vida dos aquários mais antigos sem adição de nada, sem sifonagens, sem filtros, sem bombas, sem CO2 e sem TPAs.Veja aqui
Aproveitando o assunto gostaria de falar sobre o uso do CO2.
Este gás (carbônico) tem como função fornecer o elemento carbono para que as plantas o utilizem na síntese da glicose durante a fotossíntese. Mas normalmente num aquário plantado de forma não exagerada, e usando plantas que não sejam ávidas consumidoras deste elemento ou com quantidade não muito grande de plantas, o consumo não é exagerado, portanto não ocorrem faltas significativas dele. Já em aquários repletos de plantas (densamente plantados) sem adição do CO2 pode acontecer sua carência, que é denunciado primeiramente pelas plantas de metabolismo mais acelerado, que começam a perder suas folhas, e este processo pode ser mais acentuado ainda se for usado no aquário compressor de ar, porque as bolhas de ar acabam removendo ainda mais rápido o CO2 disponível. Outra função do CO2 é manter o equilíbrio de carbonatos do aquário e se faltar carbono disponível as plantas iniciam um processo de retirada do carbono dos bicarbonatos, o que acaba promovendo um aumento nos valores do pH da água, porque essa dissolução gera mais íons hidroxila.
Este fato é chamado de descalcificação biogênica e em casos bem acentuados aparece um sintoma típico que é a formação de crostas calcarias sobre a lamina foliar das plantas.
Em meus cultivos imersos em tanques onde há muita quantidade de plantas, e fica impossível manter um controle usando CO2 pelo volume enorme de água(tanques de até 100.000litros) e anti-producente retirar os excessos de plantas eu utilizo saquinhos plásticos perfurados com calcário que servem para repor os níveis de carbono e tamponar o sistema, e o mesmo pode ser feito no aquário que apresentar o problema.Um saquinho com 50 g de calcário escondidinho num cantinho resolve o problema.

Para que o CO2 caseiro utilizado não cause mais mal que prejuizos (sempre causado por excesso na produção do gás) devemos sempre ao preparar as garrafadas usar de inicio apenas 1g de fermento para cada 50 litros de água do aquário (e um aviso aos que tem pressa de ver o CO2 bombando...aqui demora um pouco....mas é seguro pois vai mudando o pH aos poucos) e devemos ir acompanhando a descida do pH....e caso depois de 10 dias o pH ainda esteja acima do que desejamos, podemos então preparar para colocar outra garrafada com 15 a 20dias depois da 1ª com talvez 2 g de fermento/50litros de água, assim ela vai aumentando a produção a medida que a anterior vai decaindo de produção..e assim progressivamente vamos tentando aos poucos ajustar a dose de fermento ao pH desejado, e trabalhando com 2 garrafadas ao mesmo tempo, é mais facil manter um nivel mais constante de variação. Quanto mais fermento se usa mais rapidamente o açucar é convertido em alcool e menos tempo dura a garrafada, sem falar que maiores também são os riscos de se "cozinhar" plantas e peixes em pH excessivamente baixo. Uma garrafada com 1 g dura até 2 a 3 meses produzindo CO2, ao passo que com 10 g dificilmente dura mais de 15 a 20 dias. Mesmo em aquários contendo peixes que pedem pH ácido, evitar manter menos que 6.6, pois essa medida fica confortável a esse tipo de peixe e ainda sobra uma margem de segurança para o caso do pH por algum motivo baixar mais que isso, sem colocar em risco todo sistema.

Não custa relembrar...a maioria das plantas dispensa o uso do CO2 para crescer, eu aconselho seu uso mais em função de se poder acidificar a água em função dos peixes, mas isto também pode ser conseguido usando maior quantidade de troncos ou outros materais organicos acidificantes.

Fonte: http://www.plantasdeaquario.com



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Como Eclodir Artêmias

Tutorial - Como Eclodir Artêmias

Adiante, segue um tutorial completo (com fotos) de como eclodir Artêmias, materiais necessários, dos
es e todas as dicas para se ter a melhor produção possivel, inclusive o congelamento dos Náuplios, 
que é como se chama as artêmias qdo estão recem eclodidas.

Materiais e ingredientes necessários
Uma garrafa pet de refrigerante de 2L ou mais.

Corte a garrafa na altura de onde termina a faixa do rótulo da marca do refrigerante.
Consiga uma tampa para a câmara de eclosão (inventei agora esse nome, hehehehehe), que pode ser a
tampa de recipiente de 500 gramas de manteiga vendida a granel em supermercados, ou qualquer outra, 
desde que consiga vedar a câmara de eclosão (gostei do nome, heheheheh). Faça um furo pequeno na 
tampa, somente para a passagem da mangueirinha para a câmara, vide abaixo:
Bem, a câmara (fiquei fã do nome,heheheheh) está pronta. Precisamos agora do restante dos materiais 
assim como dos ingredientes para o preparo.
Os materiais serão: uma mangueirinha do tamanho adequado para ser aclopado no compressor e uma 
pequena pedra porosa que caiba no gargalo da garrafa utilizada para a confecção da câmara.
Já os ingredientes serão: o sal grosso, bicarbonato de sódio e os cistos de artêmia para eclosão.

Vide o conjunto:
Montagem dos materiais e a aplicação dos ingredientes

A montagem começa com a junção da mangueirinha com a pedra porosa sendo em seguida colocada na 
câmara, posicionando a pedra porosa exatamente no bocal da garrafa, vejam:
Em seguinda coloca-se o sal grosso, uma colher cheia e mais uma rasa, observem na foto que o sal deve 
cobrir a pedra porosa presa a ponta da mangueirinha, pois assim qdo se ligar o compressor o sal vai se 
dissolver mais rapidamente.
Agora vamos acrescentar a água que deve encher a câmara, deixando uma margem de mais ou menos 
um dedo e meio para a borda, conforme foto:
Coloca-se então a tampa e se quiserem um peso sobre ela, pois as vezes a mangueirinha ao ser ligada 
pode subir. É preciso que a mangueira com a pedra fiquem sempre no bocal para que a movimentação da 
água seja eficiente para oxigenar os cistos para eclosão.
Para iniciar o processo liga-se a mangueira ao compressor. O conjunto pode ficar próxima a luz natural, 
pois com a luz o processo acelera-se, no meu caso ponho na janela como pode ser visto:
Quando se dissolver o sal, acrescenta-se o bicarbonato de sódio, vejam pela foto que é somente uma 
pitada, como se salga um ovo na frigideira. O bicarbonato é necessário para que a água fique alcalina e 
a porção é suficiente para alcalizar um litro de água, que é mais ou menos o volume que a câmara 
comporta se usando uma garrafa pet de 2,5 lts.
Finalmente acrescenta-se o cisto, percebam que a quantidade também é pequena, eu uso aquelas 
colherzinhas de sorvete, vejam:
E assim deixaremos o conjunto funcionando:
Não deixem de observar pela foto a importância da tampa, pois as bolhas formadas pela pedra porosa ao 
chegar na superfície irão se espalhar e molhar tudo que estiver perto e lembrem-se é água salgada, 
portanto enferruja metais, já tive de mandar lixar e pintar a estante onde tenho meus aquarios por conta 
do estrago que a água salgada fez na estante de ferro, mesmo usando essas tampas, então todo cuidado 
é pouco.
Observem a figura abaixo, que foi tirada depois de 24 horas da fase anterior, onde montamos os materiais 
e ingredientes, reparem a nuvem acima e em baixo de cor avermelhada, são exatamente os náuplios 
recem eclodidos. Essa é a fase de maior concentração de proteínas das artêmias, chegando a 65% de 
proteína pura. O oferecimento dessa cultura de 24 horas à alevinos da maioria das espécies vai ser 
determinante da primeira até aproximadamente a 4ª semana de vida. Se forem alimentados com os 
náuplios, e demais cuidados que a espécie requer provavelmente alcançaram a fase adulta na melhor 
condição possível, isso é determinante para muitas espécies, como Guppies e Bettas.

Para realizarmos a coleta precisaremos de materiais suplementares que podem ser diversos. 
Eu uso um recipiente de 1 litro com 200 ml ou mais de água doce e uma pipeta de plástico como na figura. 
Podem ser usados outros materiais como seringas, mangueirinhas, etc. Tudo que auxilie a coleta dos 
náuplios que se concentrarão no fundo, a maioria. Porém alguns ficam em suspensão.
Usa-se a pipeta como mostrado, colocando-a bem no fundo da Câmara. Uma observação importante aqui é 
que alguns tipos de cistos de artêmia afundam outros não. O que eu uso, que não sei a marca, pois existem 
muitas, não afundam e isso facilita muito, pois você pode encostar a pipeta no fundo e aspirar que só virá 
náuplios nela, porém já utilizei tipos em que os cistos eclodidos (cascas) afundavam junto com os náuplios 
recém eclodidos, dificultando a coleta, pois não se podia ir até o fundo com a pipeta para recolhe-los, 
os náuplios ficavam um pouco acima das cascas que ficavam bem no fundo. Os que eu uso são fornecidos 
pelo meu amigo Agostinho Monteiro. Então quem usa tipos de náuplios em que os cistos afundam devem 
tomar cuidado na aspiração. Mesmo se pegar um pouco de cascas não tem problema o que ocorre é que 
o aqua fica cheio daquelas bolinhas marrons ficando um visual feio.
Com a pipeta cheia, joga-se o conteúdo da pipeta no recipiente com água doce para tirar um pouco do 
sal e também para separar os náuplios, porque em uma pequena aspiração da pipeta, apesar de não 
aparecer, se tem milhares de náuplios e mesmo em pequena quantidade é suficiente para alimentar 
muitos peixes. Lembrem-se que não devemos dar para que os peixes fiquem cheios, até porque isso 
seria difícil, mas sim é um complemento alimentar rico em proteína pura, é para manter saudável os seus 
peixes. E interessante uma dica de que 15 minutos antes das artêmias se pode dar um pouquinho de 
ração aos peixes, isso porque a ração provê fezes mais consistentes do que a comida viva, então para 
se evitar fezes muito liquefeitas pode-se usar esse artifício.

Os náuplios em água doce vivem durante algumas horas, porém quanto mais passar o tempo depois da 
eclosão mais proteínas os náuplios perdem, então devemos oferecer logo que procedermos a coleta. 
Caso você já tenha oferecido a todos os seus peixes e ainda tenha muitos náuplios, o que sempre acontece, 
você poderá então em vez de esperar mais um dia você poderá congela-los e poderá aproveitá-los sem perder 
as suas proteínas, pois o congelamento não afetará o aproveitamento protéico dos náuplios. 
O congelamento é simples e pode ser feito com os náuplios do estágio anterior, simplesmente recolhendo 
eles com a pipeta e despejando-se em uma cuba de gelo. Depois de congelados pode-se recolhê-los da 
forma e guardar em outro recipiente e deixar a forma livre para a próxima coleta.
Os náuplios na forma de gelo.
l
Os blocos de gelo prontos e armazenados em um recipiente.
Depois é só colocar uma pedra de gelo dessas no aquário que ela ficará boiando e soltando aos poucos 
os náuplios congelados, simples e muito útil quado você viaja, pois você poderá facilmente orientar as 
pessoas a colocar uma pedrinha de gelo no aquário, assim não se corre o risco de se colocar muita comida 
e poluir o aquário. Eu mesmo faço isso quado tenho que viajar mais de 3 dias e funciona muito bem.

Aproveitamento Total

Seguindo sempre cronologicamente fomos até o momento de coleta e congelamento dos náuplios de 24 horas, 
porém eles se não coletados ainda sobrevivem cerca de mais, no máximo, 48 horas, além de nesse período 
sempre ter a eclosão de alguns cistos que não eclodiram em 24 horas. Existem também, como já disse antes, 
alguns tipos de cistos que não eclodem em 24 horas e sim em 48 horas e alguns em até 3 dias.
Pois bem, após tudo o que vimos no capítulo passado sempre sobrará alguma coisa e sempre é bom 
aproveitarmos tudo o que for possível em se tratando de comida viva e principalmente náuplios que é 
unanimidade que se trata de um dos melhores alimentos existentes para peixes ornamentais.
Vejam na imagem que após 48 horas ainda existem na câmara de eclosão visualmente alguns náuplios. 
Parecem alguns, porém são milhares e mesmo parecendo pouco não devemos desperdiçar.
Sendo assim vamos coletar esses restantes. Porém usar a maneira anterior não seria muito adequada, 
pois restam uma quantidade que mesmo grande está dispersa pela câmara e ficaria inviável coletar tudo 
com a pipeta ou algo parecido, então teremos que fazer a coleta de outra forma, mais otimizada e de tal 
forma que podemos coletar tudo, sem sobrar nada, pois os náuplios já estão quase sem proteínas para 
consumir e ao final de 3 dias eles morrerão sem alimento. Vamos usar os seguintes materiais: 
uma mangueirinha ( que pode ser a própria usada para eclosão, retirada a pedra porosa da ponta) e um 
pano bem fino (aqui aparece a famosa cueca velha que o Dylan se referiu no início do tópico, heheheheh). 
Vide imagem:
A coleta é simples e usa-se o pano fino para coar a água retirada da câmara de eclosão até que toda a 
água tenha sido drenada, tomando-se o cuidado para interromper o fluxo antes de se chegar as cascas 
dos cistos eclodidos que ficam boiando na superfície da câmara.

Drenado tudo que for possível observa-se no pano que muitos náuplios ainda restavam e que podemos 
aproveitar para dar aos peixes diretamente ou mesmo se desejado realizar o congelamento.
Ao final para retirar do pano os náuplios vira-se o pano do avesso no recipiente já vazio (joga-se a água 
drenada que é muito salgada) e faz-se circular água doce sobre o pano para que os náuplios presos se 
soltem na água doce. Com os náuplios coletados no recipiente se faz o processo anterior de coleta para 
oferecer aos peixes ou mesmo para se congelar.

Uma opção nesse momento, da coleta final, poderia ser a formação de uma colônia de artêmias para se 
chegar a fase adulta e poder fornecer aos peixes maiores, não que não se possa oferecer os náuplios, 
porém as adultas são extremamente apreciadas por várias espécies além de ser possível variarmos a 
alimentação dos peixes.
Bem a manutenção de artêmias adultas, segundo lê-se em vários sites na internet requer algumas 
condições próprias que às vezes não compensa a muitos criadores, porém vou passar aquilo que observei 
para poder manter a minha.
Primeiramente, o ambiente precisa de luz natural, não precisa sol direto, mas muita claridade. Minha 
cultura se encontra na sacada do prédio onde moro pegando toda a claridade do dia, sem pegar chuva 
e sol direto. Segundo conversei com alguns criadores a chuva direta atrapalha a produção das artêmias.
Muito oxigênio é necessário para a manutenção das artêmias e o que a maioria usa é água verde que 
contém muitas algas que pela natureza relaizam a fotossíntese e liberam oxigênio.
Água salgada e muito alcalina
E alimentação adequada, que pode ser extremamente variada desde ração esfarelada, moído de cereais, 
levedura de cerveja e o que eu uso Fermento Biológico.
Como começei? Consegui uma porção de artêmias já adultas e jovens que coloquei em um recipiente de 
5 litros e mais as sobras da eclosão, mais precisamente em um aquaterrário desses vendidos em lojas 
de aquarismo e pet shops. Coloquei a própria água da cultura e fui acrescentando dia a dia mais água 
tratada, ou seja, salgada e alcalinizada até a capacidade de 5 litros
Manutenção: trocas parciais de água de 20% (1 litro) toda semana com leve sifonagem do fundo, pois 
cria-se muito musgo devido as algas verdes que devem aparecer com a presença da luz natural. A água 
que uso para a substituição é sempre retirada de um dos meus aquários, pois já possui biologia, essa 
dica eu que achei melhor usar, não li em lugar nenhum isso, experimentei e deu certo. Água já ciclada, 
pois as artêmias não deixam de ser um crustáceo e já aprendemos que toda a vida aquática para 
sobreviver precisa das bactérias nitrificantes. Nesta água ciclada coloco a quantidade de sal 
(uma colher e meia de sal grosso) mais uma pitada de bicarbonato de sódio para alcalinizar a mesma.
Alimentação: mais ou menos de 2 em dois dias uma pequena porção de fermento biológico 
(uma porção igual aquela da foto em que se coloca o bicarbonato de sódio na câmara de eclosão).
De vez em quando, de mês em mês aquiro uma pequena porção de artêmias adultas e misturo na cultura 
para manter a quantidade, pois como ofereço pelo menos uma vez por semana aos meus peixes, 
os nascimentos não são suficientes para o pequeno recipiente que mantenho elas. Os grande criadores 
as mantem em tanques grandes para ter grande quantidade. Eu tenho o suficiente para oferecer 
semanalmente somente.
Uma coisa muito útil que as artêmias tem como característica é o fato de serem animais que absorvem 
as substâncias suspensas na água em que se alimentam. Muitos criadores as usam para que elas 
absorvam remédios e vitaminas e depois as oferecem a seus peixes. Isso aprendi com alguns criadores, 
por exemplo, algumas criações de peixes apresentam parasitas intestinais que levam os peixes a morte. 
Os criadores ministram os remédios diretamente na água das artêmias horas antes de oferecerem 
elas a seus peixes, pois a artêmia se alimenta filtrando a água e absorvendo seus ingredientes. 
O oferecimento de remédios diretamente ingeridos pelos peixes é infinitamente mais eficaz do que aqueles 
ministrados diretamente na água, pois estes são eficazes contra as bactérias que estão no ambiente, 
mas as que estão incubadas nos peixes ficam livres da ação dos remédios, porém com a utilização dessa 
característica das artêmias de absorverem substâncias esse problema foi resolvido.
Acho que é isso, qualquer dúvida estamos a disposição.

Autor: Marcelo Paredes



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