Aquário Plantado Para Iniciantes

BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE PLANTADOS























Para se fazer um plantado necessitamos de:
1-aquário
2- material de fundo
3- água
4- iluminação
5- plantas
6- fauna
7- outros acessórios opcionais

E abaixo discutimos cada item separadamente

1-AQUÁRIO
Existem no mercado vários tamanhos disponíveis de aquários, e geralmente alguns aquaristas pensam logo em montar algo grande, mas existem certas limitações técnicas que se seguidas desde a escolha do aquário já evitariam problemas de adequação.
Se a intenção for utilizar lâmpadas tubulares ou compactas normais, e formar carpetes de plantas baixas, a altura ideal seria de no máximo 50 cm , embora a medida ideal seria em torno dos 45 cm de altura de coluna de água, porque essa é a profundidade que a iluminação normal consegue atingir, porque a coluna de água funciona como um filtro que quanto mais profundo menos energia luminosa chega até as plantas, e com isso a planta para poder absorver mais os raios luminosos acaba aumentando os espaços entre os nós da planta, deixando-as de aspecto ralo e o crescimento fica espigado ao invés de formar um carpete rasteiro e compacto.
Mais alto que isso, teríamos que utilizar as lâmpadas tipo HQI que tem maior penetração (mais caras), ou usar plantas de porte maior na montagem dos carpetes (tipo sagittarias, echinodorus anãs, etc) para compensar a grande profundidade.

2- MATERIAL DE FUNDO
A titulo de explicação vamos definir a nomenclatura usada para cada material, pois é comum existir uma certa confusão quando os iniciantes tentam se expressar em conversas.


Material inerte- é o material utilizado no fundo e como não tem praticamente nada de nutriente por em geral ser um material inócuo ou seja não deve interferir nem na água e nem fornecer nutrientes. A cor deste material vai depender do contraste pretendido
na montagem, principalmente nas áreas que vão ficar desnudas de plantas. Serve para a fixação das raízes das plantas
É nesta camada que vão se estabelecer as bactérias nitrificantes.
Existem várias possibilidades de material que podem compor esta camada:


a)Areia fina - é uma areia bem fininha, mas deve ser usada apenas em áreas em que não se pretende plantar, e não muito extensas, porque pelo pequeno diâmetro acabam com o tempo ficando muito compactadas, dificultando a entrada ou progressão das raízes e outro problema que pode aparecer depois se usadas em partes com nível mais baixo é que acabarão tendo muito acumulo de resíduos, pela impossibilidade destes penetrarem nos interstício dos grãos.


b)Areia grossa - é a areia de construção, usada para fazer massas de cimento. Tem os mesmos inconvenientes da anterior.


c)Cascalho - tem a granulometria maior que 2 mm e até 5 mm e favorece a entrada dos resíduos, e evita assim que se tenha que sifonar e esses resíduos acabam servindo de alimento para as bactérias, que os convertem em outros produtos menos tóxicos e de mais fácil assimilação pelas plantas.As vezes, se utiliza o termo "areia peneirada" como sinomimo de cascalho fino e ele é resultante dos residuos que sobram ao se peneirar a areia grossa de construção, ou seja a parte mais grossa = pedrinhas.
Quanto a forma dos grãos é sempre preferível os de aspecto mais irregular, porque deixam maiores espaços entre si, favorecendo a penetração dos resíduos e das raízes.

Material rico em nutrientes - essa porção que vai colocada abaixo do material inerte, é geralmente rica em nutrientes para as plantas. E existem varias opções:


a) Substrato pronto (geralmente importado) é um produto que tem todos os nutrientes de que a planta necessita para o crescimento, mas a formulação varia de acordo com cada fornecedor.
Alguns vem na forma úmida, outros vem secos, como o SUNSHINE que produzimos, mas todos via de regra dispensam a adição da laterita, porque já contem ferro.


b) Húmus de minhoca tratado é o húmus que é submetido a um processamento que consiste em fervura, e uma serie de lavagens para retirar a maior parte da matéria orgânica. Mas por não ter ferro necessita da adição de laterita complementar.

c) outros materiais -existe ainda a possibilidade de se utilizar terras ricas, terras vegetais, argila, e muitos outros mas pela falta de padronização e multiplicidade de problemas que podem ocorrer com estes materiais não vamos nos ater a eles

3 - ÁGUA
Este item também merece algumas explicações, porque são motivo de dúvida constante.
Tenho notado, que a maioria das pessoas procuram utilizar água de mina ou poços artesianos, para evitar utilizar água tratada com produtos químicos, ou para evitar o aparecimento de algas, mas há um detalhe de que esse tipo de água por sair direto do solo sem um contato prévio com a atmosfera, e se provenientes de solos que tenham riqueza em algumas substancias podem estar carregadas delas em uma forma e assim que expostas a ação da atmosfera, reajam produzindo outras que mudam muito rapidamente a sua constituição.
Exemplo disso é a minha região, onde a água tem alta reserva alcalina, mas a despeito disso sai com um pH bastante acido do solo, mas depois de expostas ao ar, seu pH rapidamente em questão de pouco tempo sobe para patamares extremamente alcalinos, e essa mudança rápida acaba matando peixes e até plantas. Para quem utiliza este tipo de água é muito importante deixá-la em descanso por alguns dias(5 a 10 dias) antes de ser utilizada, para que a reação se complete e a água volte a uma estabilidade.
As vezes a água da torneira, que já é estabilizada no tratamento, (desde que inativemos o cloro presente) pode até ser usada sem a necessidade de um descanso prévio.
Portanto o melhor sempre antes de optar por essa ou aquela fonte de água tentar perguntar a pessoas com mais experiência na região, ou agir com cautela, para evitar possíveis sacrifícios dos habitantes de nossos aquários.
E antes de optar pelos peixes devemos estabelecer no estudo do futuro aquário qual o pH que pretendemos manter, porque para 99% das plantas o pH não é limitante, pois crescem bem em alcalinidade ou acidez, mas os peixes sofrem mais em pH inadequado. O uso do CO2, por exemplo, teoricamente acidifica a água se usado em doses grandes, mas pode ser usado em doses menores e deixar um pH ainda alcalino...embora isso varie com a composição da água utilizada.

4- ILUMINAÇÃO
A planta para crescer precisa de luz. Algumas são mais exigentes que outras, mas todos precisam dela para realizar a fotossíntese.
É comum pessoas que me procuram alegarem que as plantas do aquário acabam melando e apodrecendo, mas quando perguntadas sobre a iluminação, ouço a resposta ..."mas precisa?"
Plantas são seres vivos que tem a capacidade de transformar substancias inorgânicas em orgânicas usando como energia a LUZ. Por isso elas foram tão importante para o aparecimento e desenvolvimento das outras espécies que se utilizaram das plantas como fonte de nutrientes.
Não vou entrar na polemica de quantos watts/l ou quantos lumens são necessários mas tenha como conceito que luz nunca é demais, e acredito que se alguém utilizar de algum critério econômico para dosar a iluminação de seu aquário ele não está ainda pronto a entrar neste mundo fascinante dos plantados.
Alguns dizem que luz demais, ou de menos, causam o aparecimento de algas....errado...o que pode ocasionar isso são variações bruscas em qualquer parâmetro...por ex.uma troca de uma lâmpada cansada e fraca por outra nova e logicamente mais potente. A propria planta nos mostra quando a iluminação está deficiente, pois ela se mostra espigada e com espaços entre os nós do caule aumentados em comprimento....por outro lado se a iluminação estiver correta esses espaços ficam bem reduzidos e a planta tem uma aspecto compacto.


5- PLANTAS
Existe uma enorme variedade delas, e 99% delas são muito pouco exigentes em situações rígidas de manutenção, e destas uma boa parte nem é exigente em nutrientes podendo tranquilamente se desenvolver utilizando apenas poucas doses desses nutrientes que encontra na própria água, e algumas se desenvolvem sem ao menos precisar utilizar de raízes nesta tarefa, pois utilizam a absorção foliar.
Cabe a quem vai executar a montagem optar por plantas que aceitem as condições que vão ser usadas. Aqui recomendo a leitura deste tópico PLANTAS SEM SUBSTRATO onde citamos as plantas menos exigentes.As plantas cultivadas pela SUNSHINE são todas compatíveis aos diferentes valores de pH, com raríssimas excessões de algumas que não gostam de pH acido.

6- FAUNA
É o termo usado para a porção que abrange os vertebrados (peixes e crustáceos) e os invertebrados (caracóis, e outros organismos que não são vistos a olho nu, mas que ajudam tanto na alimentação quanto na biologia do sistema (zooplancton))
Precisamos antes de escolher que tipo de peixes vamos colocar, definir como serão mantidos os parâmetros da água ou seja usar peixes adequados ao pH, dH, temperatura, etc, que pretendemos deixar futuramente no aquário.
Eu, prefiro manter um pH mais alcalino em meus aquários, porque posso utilizar peixes de tendência algueira, como platys, espadas, molinésias, e invertebrados como os caracóis, que ajudam em muito a manutenção da limpeza de todos cantinhos do aquário me poupando o trabalho de limpeza.
Nestes aquários por não haver uso de CO2 as plantas crescem mais devagar, mas em compensação diminuem as atividades de jardinagem.
Os caracóis fazem uma faxina criteriosa de tudo, e até o cascalho fica rigorosamente limpo, e pelo cascalho ser de granulometria maior os resíduos acabam entrando pelos espaços entre as pedrinhas e ali as bactérias os transformam em novas substancias aproveitáveis como nutrientes pelas plantas e menos tóxicas que eram originalmente para os peixes ou invertebrados. Se agirmos sempre de modo gradativo em nossas ações com um aquário o sistema todo encontra o equilibrio com bastante rapidez, ou seja, em outras palavras devemos sempre fazer introduções ou mudanças no conjunto de maneira gradual, porque mudanças bruscas podem afetar o equilibrio do sistema todo e gerar problemas.

Por anos venho testando um sistema que se mantenha sozinho, sem o auxilio de bombas, filtros, TPAs, sifonagens, ou adubações extras por meio de produtos comerciais, ou seja é um sistema onde se evita retirar ao máximo quaisquer detrito, folha morta, (excessão feita a morte de algum peixe principalmente se for de porte maior, pois o sistema talvez não conseguisse processar tamanha quantidade de materia organica, antes que ela interferisse em todo ambiente), pois todos residuos acabariam servindo de nutriente para os prorpios habitante do aquario..para saber mais leia Aquarios autociclantes SUNSHINE



7- OUTROS ACESSÓRIOS OPCIONAIS

Podemos usar como opcionais outros acessórios como:
a) bombas
b) filtros
c) CO2
d) difusores de CO2
e) squimers
Mas não são materiais necessários e podem ser perfeitamente dispensáveis, pois o aquário se desenvolve muito bem sem eles, gerando uma grande economia na montagem, e acredito que por este fato proporcionar mais chance de que novatos possam tentar um inicio sem muito investimento... e para ter uma idéia de como é possível leia Aquario autociclante
Só gostaríamos de lembrar que usando um sistema de filtragem(se tiver a parte que filtra residuos) fatalmente estaríamos retirando sempre material existente no meio, e isso mesmo que ocorra aos poucos na somatória representa uma perda de substancias que poderiam ser recicladas, e reutilizadas, e que se excluídas mais cedo ou mais tarde terão que ser recolocadas sob a forma de produtos industrializados, que em geral custam caro, mas o maior perigo é que quando adicionados podem mudar completamente a biologia do aquário, e daí surgirem problemas como morte das bactérias ou mesmo o aparecimento de algas.Já um sistema de filtragem que não retenha os residuos e que apenas propicie o desenvolvimento de bacterias aerobicas pode ser de grande utilidade.A filtragem que contem cerâmicas ou materiais porosos pode ajudar a manter a água equilibrada por propiciar ambiente para a bactérias aeróbicas, que são também bastante benéficas no equilibrio biológico.
Em nossas pesquisas iniciais apesar de não usarmos filtragem, mantivemos as bombas pensando que seriam necessárias para a movimentação e uniformização da água, mas num passo seguinte as retiramos também nas montagens posteriores e nada mudou no andamento do equilíbrio, ou seja o sistema funcionou perfeitamente bem, e continua após mais de 4 anos de vida dos aquários mais antigos sem adição de nada, sem sifonagens, sem filtros, sem bombas, sem CO2 e sem TPAs.Veja aqui
Aproveitando o assunto gostaria de falar sobre o uso do CO2.
Este gás (carbônico) tem como função fornecer o elemento carbono para que as plantas o utilizem na síntese da glicose durante a fotossíntese. Mas normalmente num aquário plantado de forma não exagerada, e usando plantas que não sejam ávidas consumidoras deste elemento ou com quantidade não muito grande de plantas, o consumo não é exagerado, portanto não ocorrem faltas significativas dele. Já em aquários repletos de plantas (densamente plantados) sem adição do CO2 pode acontecer sua carência, que é denunciado primeiramente pelas plantas de metabolismo mais acelerado, que começam a perder suas folhas, e este processo pode ser mais acentuado ainda se for usado no aquário compressor de ar, porque as bolhas de ar acabam removendo ainda mais rápido o CO2 disponível. Outra função do CO2 é manter o equilíbrio de carbonatos do aquário e se faltar carbono disponível as plantas iniciam um processo de retirada do carbono dos bicarbonatos, o que acaba promovendo um aumento nos valores do pH da água, porque essa dissolução gera mais íons hidroxila.
Este fato é chamado de descalcificação biogênica e em casos bem acentuados aparece um sintoma típico que é a formação de crostas calcarias sobre a lamina foliar das plantas.
Em meus cultivos imersos em tanques onde há muita quantidade de plantas, e fica impossível manter um controle usando CO2 pelo volume enorme de água(tanques de até 100.000litros) e anti-producente retirar os excessos de plantas eu utilizo saquinhos plásticos perfurados com calcário que servem para repor os níveis de carbono e tamponar o sistema, e o mesmo pode ser feito no aquário que apresentar o problema.Um saquinho com 50 g de calcário escondidinho num cantinho resolve o problema.

Para que o CO2 caseiro utilizado não cause mais mal que prejuizos (sempre causado por excesso na produção do gás) devemos sempre ao preparar as garrafadas usar de inicio apenas 1g de fermento para cada 50 litros de água do aquário (e um aviso aos que tem pressa de ver o CO2 bombando...aqui demora um pouco....mas é seguro pois vai mudando o pH aos poucos) e devemos ir acompanhando a descida do pH....e caso depois de 10 dias o pH ainda esteja acima do que desejamos, podemos então preparar para colocar outra garrafada com 15 a 20dias depois da 1ª com talvez 2 g de fermento/50litros de água, assim ela vai aumentando a produção a medida que a anterior vai decaindo de produção..e assim progressivamente vamos tentando aos poucos ajustar a dose de fermento ao pH desejado, e trabalhando com 2 garrafadas ao mesmo tempo, é mais facil manter um nivel mais constante de variação. Quanto mais fermento se usa mais rapidamente o açucar é convertido em alcool e menos tempo dura a garrafada, sem falar que maiores também são os riscos de se "cozinhar" plantas e peixes em pH excessivamente baixo. Uma garrafada com 1 g dura até 2 a 3 meses produzindo CO2, ao passo que com 10 g dificilmente dura mais de 15 a 20 dias. Mesmo em aquários contendo peixes que pedem pH ácido, evitar manter menos que 6.6, pois essa medida fica confortável a esse tipo de peixe e ainda sobra uma margem de segurança para o caso do pH por algum motivo baixar mais que isso, sem colocar em risco todo sistema.

Não custa relembrar...a maioria das plantas dispensa o uso do CO2 para crescer, eu aconselho seu uso mais em função de se poder acidificar a água em função dos peixes, mas isto também pode ser conseguido usando maior quantidade de troncos ou outros materais organicos acidificantes.

Fonte: http://www.plantasdeaquario.com



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Como Eclodir Artêmias

Tutorial - Como Eclodir Artêmias

Adiante, segue um tutorial completo (com fotos) de como eclodir Artêmias, materiais necessários, dos
es e todas as dicas para se ter a melhor produção possivel, inclusive o congelamento dos Náuplios, 
que é como se chama as artêmias qdo estão recem eclodidas.

Materiais e ingredientes necessários
Uma garrafa pet de refrigerante de 2L ou mais.

Corte a garrafa na altura de onde termina a faixa do rótulo da marca do refrigerante.
Consiga uma tampa para a câmara de eclosão (inventei agora esse nome, hehehehehe), que pode ser a
tampa de recipiente de 500 gramas de manteiga vendida a granel em supermercados, ou qualquer outra, 
desde que consiga vedar a câmara de eclosão (gostei do nome, heheheheh). Faça um furo pequeno na 
tampa, somente para a passagem da mangueirinha para a câmara, vide abaixo:
Bem, a câmara (fiquei fã do nome,heheheheh) está pronta. Precisamos agora do restante dos materiais 
assim como dos ingredientes para o preparo.
Os materiais serão: uma mangueirinha do tamanho adequado para ser aclopado no compressor e uma 
pequena pedra porosa que caiba no gargalo da garrafa utilizada para a confecção da câmara.
Já os ingredientes serão: o sal grosso, bicarbonato de sódio e os cistos de artêmia para eclosão.

Vide o conjunto:
Montagem dos materiais e a aplicação dos ingredientes

A montagem começa com a junção da mangueirinha com a pedra porosa sendo em seguida colocada na 
câmara, posicionando a pedra porosa exatamente no bocal da garrafa, vejam:
Em seguinda coloca-se o sal grosso, uma colher cheia e mais uma rasa, observem na foto que o sal deve 
cobrir a pedra porosa presa a ponta da mangueirinha, pois assim qdo se ligar o compressor o sal vai se 
dissolver mais rapidamente.
Agora vamos acrescentar a água que deve encher a câmara, deixando uma margem de mais ou menos 
um dedo e meio para a borda, conforme foto:
Coloca-se então a tampa e se quiserem um peso sobre ela, pois as vezes a mangueirinha ao ser ligada 
pode subir. É preciso que a mangueira com a pedra fiquem sempre no bocal para que a movimentação da 
água seja eficiente para oxigenar os cistos para eclosão.
Para iniciar o processo liga-se a mangueira ao compressor. O conjunto pode ficar próxima a luz natural, 
pois com a luz o processo acelera-se, no meu caso ponho na janela como pode ser visto:
Quando se dissolver o sal, acrescenta-se o bicarbonato de sódio, vejam pela foto que é somente uma 
pitada, como se salga um ovo na frigideira. O bicarbonato é necessário para que a água fique alcalina e 
a porção é suficiente para alcalizar um litro de água, que é mais ou menos o volume que a câmara 
comporta se usando uma garrafa pet de 2,5 lts.
Finalmente acrescenta-se o cisto, percebam que a quantidade também é pequena, eu uso aquelas 
colherzinhas de sorvete, vejam:
E assim deixaremos o conjunto funcionando:
Não deixem de observar pela foto a importância da tampa, pois as bolhas formadas pela pedra porosa ao 
chegar na superfície irão se espalhar e molhar tudo que estiver perto e lembrem-se é água salgada, 
portanto enferruja metais, já tive de mandar lixar e pintar a estante onde tenho meus aquarios por conta 
do estrago que a água salgada fez na estante de ferro, mesmo usando essas tampas, então todo cuidado 
é pouco.
Observem a figura abaixo, que foi tirada depois de 24 horas da fase anterior, onde montamos os materiais 
e ingredientes, reparem a nuvem acima e em baixo de cor avermelhada, são exatamente os náuplios 
recem eclodidos. Essa é a fase de maior concentração de proteínas das artêmias, chegando a 65% de 
proteína pura. O oferecimento dessa cultura de 24 horas à alevinos da maioria das espécies vai ser 
determinante da primeira até aproximadamente a 4ª semana de vida. Se forem alimentados com os 
náuplios, e demais cuidados que a espécie requer provavelmente alcançaram a fase adulta na melhor 
condição possível, isso é determinante para muitas espécies, como Guppies e Bettas.

Para realizarmos a coleta precisaremos de materiais suplementares que podem ser diversos. 
Eu uso um recipiente de 1 litro com 200 ml ou mais de água doce e uma pipeta de plástico como na figura. 
Podem ser usados outros materiais como seringas, mangueirinhas, etc. Tudo que auxilie a coleta dos 
náuplios que se concentrarão no fundo, a maioria. Porém alguns ficam em suspensão.
Usa-se a pipeta como mostrado, colocando-a bem no fundo da Câmara. Uma observação importante aqui é 
que alguns tipos de cistos de artêmia afundam outros não. O que eu uso, que não sei a marca, pois existem 
muitas, não afundam e isso facilita muito, pois você pode encostar a pipeta no fundo e aspirar que só virá 
náuplios nela, porém já utilizei tipos em que os cistos eclodidos (cascas) afundavam junto com os náuplios 
recém eclodidos, dificultando a coleta, pois não se podia ir até o fundo com a pipeta para recolhe-los, 
os náuplios ficavam um pouco acima das cascas que ficavam bem no fundo. Os que eu uso são fornecidos 
pelo meu amigo Agostinho Monteiro. Então quem usa tipos de náuplios em que os cistos afundam devem 
tomar cuidado na aspiração. Mesmo se pegar um pouco de cascas não tem problema o que ocorre é que 
o aqua fica cheio daquelas bolinhas marrons ficando um visual feio.
Com a pipeta cheia, joga-se o conteúdo da pipeta no recipiente com água doce para tirar um pouco do 
sal e também para separar os náuplios, porque em uma pequena aspiração da pipeta, apesar de não 
aparecer, se tem milhares de náuplios e mesmo em pequena quantidade é suficiente para alimentar 
muitos peixes. Lembrem-se que não devemos dar para que os peixes fiquem cheios, até porque isso 
seria difícil, mas sim é um complemento alimentar rico em proteína pura, é para manter saudável os seus 
peixes. E interessante uma dica de que 15 minutos antes das artêmias se pode dar um pouquinho de 
ração aos peixes, isso porque a ração provê fezes mais consistentes do que a comida viva, então para 
se evitar fezes muito liquefeitas pode-se usar esse artifício.

Os náuplios em água doce vivem durante algumas horas, porém quanto mais passar o tempo depois da 
eclosão mais proteínas os náuplios perdem, então devemos oferecer logo que procedermos a coleta. 
Caso você já tenha oferecido a todos os seus peixes e ainda tenha muitos náuplios, o que sempre acontece, 
você poderá então em vez de esperar mais um dia você poderá congela-los e poderá aproveitá-los sem perder 
as suas proteínas, pois o congelamento não afetará o aproveitamento protéico dos náuplios. 
O congelamento é simples e pode ser feito com os náuplios do estágio anterior, simplesmente recolhendo 
eles com a pipeta e despejando-se em uma cuba de gelo. Depois de congelados pode-se recolhê-los da 
forma e guardar em outro recipiente e deixar a forma livre para a próxima coleta.
Os náuplios na forma de gelo.
l
Os blocos de gelo prontos e armazenados em um recipiente.
Depois é só colocar uma pedra de gelo dessas no aquário que ela ficará boiando e soltando aos poucos 
os náuplios congelados, simples e muito útil quado você viaja, pois você poderá facilmente orientar as 
pessoas a colocar uma pedrinha de gelo no aquário, assim não se corre o risco de se colocar muita comida 
e poluir o aquário. Eu mesmo faço isso quado tenho que viajar mais de 3 dias e funciona muito bem.

Aproveitamento Total

Seguindo sempre cronologicamente fomos até o momento de coleta e congelamento dos náuplios de 24 horas, 
porém eles se não coletados ainda sobrevivem cerca de mais, no máximo, 48 horas, além de nesse período 
sempre ter a eclosão de alguns cistos que não eclodiram em 24 horas. Existem também, como já disse antes, 
alguns tipos de cistos que não eclodem em 24 horas e sim em 48 horas e alguns em até 3 dias.
Pois bem, após tudo o que vimos no capítulo passado sempre sobrará alguma coisa e sempre é bom 
aproveitarmos tudo o que for possível em se tratando de comida viva e principalmente náuplios que é 
unanimidade que se trata de um dos melhores alimentos existentes para peixes ornamentais.
Vejam na imagem que após 48 horas ainda existem na câmara de eclosão visualmente alguns náuplios. 
Parecem alguns, porém são milhares e mesmo parecendo pouco não devemos desperdiçar.
Sendo assim vamos coletar esses restantes. Porém usar a maneira anterior não seria muito adequada, 
pois restam uma quantidade que mesmo grande está dispersa pela câmara e ficaria inviável coletar tudo 
com a pipeta ou algo parecido, então teremos que fazer a coleta de outra forma, mais otimizada e de tal 
forma que podemos coletar tudo, sem sobrar nada, pois os náuplios já estão quase sem proteínas para 
consumir e ao final de 3 dias eles morrerão sem alimento. Vamos usar os seguintes materiais: 
uma mangueirinha ( que pode ser a própria usada para eclosão, retirada a pedra porosa da ponta) e um 
pano bem fino (aqui aparece a famosa cueca velha que o Dylan se referiu no início do tópico, heheheheh). 
Vide imagem:
A coleta é simples e usa-se o pano fino para coar a água retirada da câmara de eclosão até que toda a 
água tenha sido drenada, tomando-se o cuidado para interromper o fluxo antes de se chegar as cascas 
dos cistos eclodidos que ficam boiando na superfície da câmara.

Drenado tudo que for possível observa-se no pano que muitos náuplios ainda restavam e que podemos 
aproveitar para dar aos peixes diretamente ou mesmo se desejado realizar o congelamento.
Ao final para retirar do pano os náuplios vira-se o pano do avesso no recipiente já vazio (joga-se a água 
drenada que é muito salgada) e faz-se circular água doce sobre o pano para que os náuplios presos se 
soltem na água doce. Com os náuplios coletados no recipiente se faz o processo anterior de coleta para 
oferecer aos peixes ou mesmo para se congelar.

Uma opção nesse momento, da coleta final, poderia ser a formação de uma colônia de artêmias para se 
chegar a fase adulta e poder fornecer aos peixes maiores, não que não se possa oferecer os náuplios, 
porém as adultas são extremamente apreciadas por várias espécies além de ser possível variarmos a 
alimentação dos peixes.
Bem a manutenção de artêmias adultas, segundo lê-se em vários sites na internet requer algumas 
condições próprias que às vezes não compensa a muitos criadores, porém vou passar aquilo que observei 
para poder manter a minha.
Primeiramente, o ambiente precisa de luz natural, não precisa sol direto, mas muita claridade. Minha 
cultura se encontra na sacada do prédio onde moro pegando toda a claridade do dia, sem pegar chuva 
e sol direto. Segundo conversei com alguns criadores a chuva direta atrapalha a produção das artêmias.
Muito oxigênio é necessário para a manutenção das artêmias e o que a maioria usa é água verde que 
contém muitas algas que pela natureza relaizam a fotossíntese e liberam oxigênio.
Água salgada e muito alcalina
E alimentação adequada, que pode ser extremamente variada desde ração esfarelada, moído de cereais, 
levedura de cerveja e o que eu uso Fermento Biológico.
Como começei? Consegui uma porção de artêmias já adultas e jovens que coloquei em um recipiente de 
5 litros e mais as sobras da eclosão, mais precisamente em um aquaterrário desses vendidos em lojas 
de aquarismo e pet shops. Coloquei a própria água da cultura e fui acrescentando dia a dia mais água 
tratada, ou seja, salgada e alcalinizada até a capacidade de 5 litros
Manutenção: trocas parciais de água de 20% (1 litro) toda semana com leve sifonagem do fundo, pois 
cria-se muito musgo devido as algas verdes que devem aparecer com a presença da luz natural. A água 
que uso para a substituição é sempre retirada de um dos meus aquários, pois já possui biologia, essa 
dica eu que achei melhor usar, não li em lugar nenhum isso, experimentei e deu certo. Água já ciclada, 
pois as artêmias não deixam de ser um crustáceo e já aprendemos que toda a vida aquática para 
sobreviver precisa das bactérias nitrificantes. Nesta água ciclada coloco a quantidade de sal 
(uma colher e meia de sal grosso) mais uma pitada de bicarbonato de sódio para alcalinizar a mesma.
Alimentação: mais ou menos de 2 em dois dias uma pequena porção de fermento biológico 
(uma porção igual aquela da foto em que se coloca o bicarbonato de sódio na câmara de eclosão).
De vez em quando, de mês em mês aquiro uma pequena porção de artêmias adultas e misturo na cultura 
para manter a quantidade, pois como ofereço pelo menos uma vez por semana aos meus peixes, 
os nascimentos não são suficientes para o pequeno recipiente que mantenho elas. Os grande criadores 
as mantem em tanques grandes para ter grande quantidade. Eu tenho o suficiente para oferecer 
semanalmente somente.
Uma coisa muito útil que as artêmias tem como característica é o fato de serem animais que absorvem 
as substâncias suspensas na água em que se alimentam. Muitos criadores as usam para que elas 
absorvam remédios e vitaminas e depois as oferecem a seus peixes. Isso aprendi com alguns criadores, 
por exemplo, algumas criações de peixes apresentam parasitas intestinais que levam os peixes a morte. 
Os criadores ministram os remédios diretamente na água das artêmias horas antes de oferecerem 
elas a seus peixes, pois a artêmia se alimenta filtrando a água e absorvendo seus ingredientes. 
O oferecimento de remédios diretamente ingeridos pelos peixes é infinitamente mais eficaz do que aqueles 
ministrados diretamente na água, pois estes são eficazes contra as bactérias que estão no ambiente, 
mas as que estão incubadas nos peixes ficam livres da ação dos remédios, porém com a utilização dessa 
característica das artêmias de absorverem substâncias esse problema foi resolvido.
Acho que é isso, qualquer dúvida estamos a disposição.

Autor: Marcelo Paredes



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Criando um aquário plantado para Kinguios


Minha intenção com este texto é mostrar que é possível manter Kinguios em aquários
densamente plantados e com companhia de outros peixes.
Sabemos que Kinguios são comedores de plantas, adoram revirar o fundo do aquário,
mas isso não impede definitivamente que possam se mantidos em aquários plantados.
As plantas produzem oxigénio, absorvem o dióxido de carbono produzido pelos peixes e
ajudam na renovação dos detritos orgânicos. É esta a capacidade que permite às plantas
contribuírem de uma forma decisiva para a criação de um ambiente estável no aquário,
então por que não utilizá-las em nossos aquários de Kinguios?
Não estou no papel de dono da verdade, só quero mostrar que é possível montar um
aquário com Kinguios, plantas e outros peixes em perfeita harmonia. Sempre que leio relatos
de pessoas que não tiveram sucesso com aquário plantado e Kinguios, os problemas são s
empre os mesmos: “No dia seguinte as plantas amanheceram boiando”;
“Meus Kinguios devoraram minhas plantas”, etc.
Um belo aquário plantado para Kinguios.
Um belo aquário plantado para Kinguios.
Bem, embora seja perfeitamente possível manter kinguios e plantas, temos que ter em mente
que, estamos lidando com herbívoros grandes, então se você for introduzindo plantas de uma
hora para outra, estará servindo apenas um lanche para estes carinhas.
Antes de mais nada, quero deixar claro que estou falando de aquários densamente plantados,
com camada fértil e injeção de CO2 e não aquário com plantas, sendo assim, devemos
fazer um pequeno planejamento, onde cada planta além de decorar o aquário, terá uma
função de minimizar ação dos nossos Kinguios.
Kinguios gostam de revolver o fundo do aquário, então plantas recém-plantadas ou frágeis não
terão muitas chances, além disso, este hábito pode levar a exposição da camada fértil
gerando uma explosão de algas e/ou colapso no sistema. Devemos começar escolhendo o
substrato, gosto muito de laterita + húmus + areia lavada, e por se tratar de uma combinação 
barata e de fácil aquisição estarei me referindo a esta, embora nada impeça que sejam feitas 
substituições da camada fértil.
Na camada fértil, utilizo o procedimento comum, camada 1 cm de cascalho de laterita, 2 cm
de húmus. É na camada inerte que vem a modificação: uma camada de cerca de 1cm de
areia lavada, uma camada de seixos com granulometria média de 1 cm e uma nova camada
de areia lavada com altura mínima de 3 cm. A função dos seixos é criar uma região de difícil
acesso caso os Kinguios venham a conseguir vencer a primeira camada.
Após escolha e disposição do substrato, vamos escolher as pedras e troncos. As pedras não
devem ser pontiagudas, nem mesmo serem muito ásperas, uma boa sugestão é a utilização 
de seixos de rio, que devem ser bem apoiados para evitar que se desloquem e acabem prendendo 
algum kinguio. Evite também formação de grutas muito apertadas ou de difícil saída, tanto pelo 
motivo anterior como para evitar que se machuquem.
Quanto à utilização de troncos, só recomendo se os mesmos já estiverem bem curtidos em
aquário, para evitar que acidifiquem muito a água.
Agora vamos à escolha das primeiras plantas. Um carpete deve ser formado para proteger o
substrato de forma a impedir que os Kinguios tenham acesso. Neste caso utilizar um substrato
com plantas de folhas resistentes e de altura próxima de 6 cm é muito importante para este
fim. Como boas opções destaco as seguintes plantas: Echinodorus portoalegrensis,
Echinodorus tenellus,Echinodorus quadricostatusEchinodorus parviflorusEleocharis parvula,
Sagittaria subulata e Sagittaria subulata formapusilla.
Peixes sobre o carpete bem enraizado.
Peixes sobre o carpete bem enraizado.
Os peixes só devem ser introduzidos no aquário após o carpete ter fechado todo substrato,
esse é um dos motivos pelo qual não acho muito bom que sejam utilizadas plantas de
crescimento lendo para este fim, visto que o tempo de espera pode ser muito longo.
O próximo passo é proteger as demais plantas, do apetite dos gordinhos; para isso, uma
planta de crescimento rápido e folhas macias pode ajudar muito. Recomendo que, se possível,
sejam introduzidos alguns ramos no aquário onde estão os Kinguios, pois como estes não
tem contato com plantas a muito tempo, e nem sempre tem sua dieta herbívora totalmente
satisfeita, possam reduzir seu interesse. Neste ponto também recomendo que a ração dada aos
peixes seja rica em spirulina, pois reduz o apetite por plantas. As plantas que julgo mais adequadas
para este fim são: Hygrophila corymbosa (Blume), Hygrophila corymbosa(Siamesis),
Hygrophila corymbosa (Stricta), Hygrophila difformisHygrophila difformis (Variegata),
Hygrophila polysperma,Higrophila polysperma (Ceylon), Hygrophila polysperma (Sunser),
Elódeas (Egeria densa), Rabos-de-Raposa (Ceratophyllum demersum),
Samambaias-d'Água (Ceratopteris thalictroides), Cabombas (Cabomba caroliniana) dentre
outras.
Agora, vamos falar de pH. Em aquários densamente plantados é muito importante a injeção
de CO2, e como o CO2 reduz o pH, alguns cuidados devem ser tomados.
Kinguios podem ser mantidos em uma faixa de pH que vai de 7.0 à 7.6, neste caso, em
aquários densamente plantados é mais fácil mantê-los com pH 7.0. Mas isso não é tudo,
pois em minha experiência com estes peixes verifiquei que os mesmos quando mantidos em
pH ácido tendem a desenvolver-se mal, bem como ficam mais suscetíveis às doenças. Sendo
assim, é necessário que este pH seja bem estável, para isso recomendo um kH por volta de
5 à 6 dH. Uma forma de manter o pH, além do que foi descrito, é utilizando um pequeno
sachê de pó de ostras no filtro, a dificuldade neste método é a quantidade, mas com um pouco
de paciência você consegue dosar de forma eficiente.
Quase esqueci de um outro ponto muito importante, não só para aquários plantados de Kinguios,
mas para qualquer plantado. A iluminação intensa, necessária para se manter algumas plantas
deve ser minimizada em alguns pontos, ou seja é de suma importância que os peixes tenham locais
de sombra para descansarem da luz. Umas das melhores plantas que encontrei para este
fim são: Nymphaea amazonum, Nymphaea lotus, Nymphaea sp., Nymphoides aquática,
Nymphoides cristata. Lembrando que estas plantas exigem podas regulares para evitar que
venham assombrear as plantas.
Falamos de plantas, de substrato, mas e a companhia? “Kinguios só devem ser mantidos com
kinguios”, na minha opinião, não está totalmente correto.
É fato que Kinguios são lentos e por possuírem caudas longas serão atacados por outros peixes.
Mas isso não é uma regra, pois existem peixes que não tem hábito de perseguir e mordiscar.
Dentre os peixes que podem conviver bem com Kinguios estão as Coridoras, ou mesmo os Cascudos,
que devem ser compatíveis
com o tamanho dos kinguios para evitar que estes tentem bancar o Oscar, e os Tanictys.
Estes últimos, para mim, são as melhores opções, pois podem viver em parâmetros muito
semelhantes, além de serem calmos e rápido para o caso de algum Kinguio querer fazer um lanche.
Kinguios abaixo e Tanictys logo acima.
Kinguios abaixo e Tanictys logo acima.
Verifiquei vários pontos positivos na associação de Kinguios com Tanictys, dentre elas a que mais
me chamou a atenção foi o fato dos Tanictys nadarem lado a lado com os kinguios,
aparentando mordiscá-los no corpo. Inicialmente interpretei como agressão, mas notei que alguns
kinguios aproximavam-se do cardume de Tanictys e ficavam esperando por este comportamento,
como isso fosse agradável.
Mantenho meu aquário à bastante tempo sem problemas e meus peixes estão indo muito bem.
Tenho certeza que seus kinguios seriam mais felizes se pudessem contar com os benefícios das
plantas e companheiros em seu aquário.
Espero que tenham gostado do texto, peço desculpas pelos erros, mas não sou muito bom nisso, hehehehe.
Um abraço. 
Autor: Gleibson (17/08/2012)



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Blueface Angel






Blueface Angel
(Pomacanthus xanthometapon)
Sem duvida um dos mais belos peixes marinhos. De fácil manejo, requer apenas um aquário grande e alimentação variada.



Nível de cuidados: Moderada
Temperamento: Semi-agressivo
Tamanho Máximo: 16 "
Tamanho mínimo do tanque: 125 Galões
Reef compatível: Sim - com cautela
Condições da água: 72-78 ° F, dKH 8-12, sg 1,020-1,025, pH 8,1-8,4
Dieta: Onívoro
Origem: Indo-Pacífico
Família: Pomacanthidae
Espécie: Angels (Large)
Tipo de aquário: Reef Compatible


O adulto e juvenil diferem acentuadamente na coloração. Como juvenil, o corpo é coberto com listras verticais de preto, branco e azul safira alternada. Após crescimento de cerca de cinco centímetros, o jovem começa a se transformar em adulto sua coloração de amarelo pálido com escamas azuladas e uma nadadeira peitoral amarelo brilhante. Ela tem um rosto manchado-azul com máscara amarela que se estende do olho no olho, mas não muito além de cada olho. Há também um ocelo no final caudal da barbatana dorsal.

Chegar a um considerável 15 "o azul-Face devem ser alojados em um grande aquário de aprox. 100 litros ou maiores, com inúmeros esconderijos e grandes quantidades de rocha viva para pastagem vai oferecer um bom ambiente. Um alimentador muito ousada, a azul-Face é melhor adicionado por último para um aquário comunitário, pois é rápido para se aclimatar e será menos agressivo com outros companheiros do tanque, se não tiver tido a oportunidade de estabelecer seu território. gosta de nadar e sair de fendas de rochas, e é melhor têm refúgios ou cavernas para o azul-Face a recuar para quando ameaçado. Um dos alimentadores mais vorazes, a maioria dos Blue Angels-cara vai aceitar alimentos mais carnudos, uma vez aclimatados ao seu novo ambiente. Aconselha-se precaução se o seu tanque tem uma outra espécie de anjo como o azul-Face pode ser bastante agressivo. É melhor para obter um Cara azul menor do que comprar um maior, uma vez que pode ser difícil de obter uma amostra maior para aceitar outros tankmates.

Não é um bom morador recife, o Angelfish Blueface está propenso a beliscar corais duros e moles (invertebrados sésseis) e mantos moluscos. O Peixe Blueface é melhor manter como o único peixe-anjo, pois é propenso a se tornar territorial em que é o maior peixe no tanque. Ele também tende a ser um pouco mais agressivo com outras espécies do que a maioria das grandes anjos. É altamente recomendado que você adicione o Blueface como o último peixe em um aquário comunitário, pois isso irá ajudar a mantê-lo de ser excessivamente agressivo e territorial. The Blue-Face é um bom complemento para os tanques que abrigam outros espécimes semi-agressivos (não outros anjos). Tal como acontece com a maioria das grandes anjos, acrescentando espécimes juvenis não só ajudará a se aclimatar peixes melhor para a vida do aquário, mas vai ajudar a aliviar sua natureza territorial agressivo.

A dieta deve consistir de Spirulina, algas marinhas, de alta qualidade angelfish alimentos fórmula, camarão mysid ou congelados, e outros itens de carne, tais como amêijoas, camarão e salmoura. Blue Angels-Face devem ser alimentados pelo menos 2-3 vezes ao dia.



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Uaru, belo peixe amazônico !!!



Uaru
Belo peixe amazônico !!! Difícil de ser visto no mercado Brasileiro, é bastante apreciado na Europa.
Fácil de ser mantido em aquários.

O Uaru é da familia dos ciclídeos e durante sua fase de crescimento ele passa por metamorfoses de forma e cores similar a de alguns peixes marinhos como os angelfishes. Ele chega aos 26 cm em aquário, isto quer dizer que ele necessita de um aquário grande, 100 litros no mínimo. Um aquário bem plantado e com troncos e cavernas são recomendáveis para sua adaptação no aquário. O pH deve ser 6.8 e temperatura entre 25C e 28C. Eu tenho um em meu aquário e convive muito bem com bandeiras, festivo, ramirezi e cascudo. Convive bem com discos e outros peixes amazônicos. Quanto a peixes pequenos eu posso dizer pouco pois não coloco no meu aquário em função do festivo, mas os ramirezis que são pequenos ele nunca incomodou. É um peixe de beleza e formato proporcionais ao dos discos selvagens. Quanto à sua alimentação, ele come de tudo desde flocos até tetra bits ou artemia.



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